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Diversidade no mercado de trabalho não é "direito", mas traz vantagens, diz advogada

"Na iniciativa privada e nos altos cargos públicos ninguém tem direito a nada", diz Claudia Pitta, empreendedora e ex-diretora jurídica de empresas como Shell e Raízen

SÃO PAULO – Participar de movimentos em prol da igualdade no mercado de trabalho não significa levantar bandeiras por direitos, de acordo com Claudia Pitta, advogada que participa do grupo Women Corporate Directors. Ex-diretora jurídica de empresas como Shell e Raízen, Claudia acredita, em altos cargos públicos e provados “ninguém tem direito a nada”: as pessoas chegam lá “por meritocracia”.

Ao mesmo tempo, sua visão não é a de que nada deve ser feito para mudar a falta de balanceamento nas posições de poder - muito pelo contrário. “O que esses movimentos tentam fazer, na verdade, é tirar os obstáculos do caminho. Que obstáculos? Desde os vieses inconscientes de homens e mulheres até algumas coisas mais operacionais, de como compatibilizar a maternidade com os horários menos flexíveis de trabalho”, de forma a gerar um “pool de talentos verdadeiro” e não prejudicado pelo preconceito.

Em outras palavras, Claudia acredita que é importante permitir a todas as pessoas o acesso, sem que mulheres ou grupos normalmente excluídos fiquem detidos no meio do caminho. O processo contrário a essa exclusão, para ela, é “natural e não deveria gerar resistência”.

Convidada do projeto Ela S/A, Claudia dividiu sua trajetória com o InfoMoney no vídeo acima.

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