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Taxa Selic e Tesouro Direto: como os juros influenciam seus investimentos e o que esperar para esse ano?

Expectativa do mercado para este ano é de taxas de juros próximas à estabilização

Um dos investimentos preferidos dos brasileiros, o Tesouro Direto é um daqueles investimentos que mesclam elementos de renda fixa e renda variável. O componente da renda variável está relacionado às taxas de juros de mercado: quando as taxas sobem, os preços dos títulos públicos caem, e quando as taxas caem, os preços sobem. Os investidores conseguem acompanhar essas movimentações em seus extratos, mas essas mudanças de preço somente têm efeito se o investidor vender o título público antes da data de vencimento. Se carregar até o vencimento, receberá exatamente o que foi acordado no momento da aplicação, independente das movimentações nos preços.

Para diminuir a chance de surpresas no caso de vendas antecipadas, é importante acompanhar o cenário para os juros e entender o que esperar para os preços. Semanalmente, o Banco Central realiza a Pesquisa Focus com mais de uma centena de participantes de mercado para coletar as projeções para diversos indicadores econômicos, e entre eles está a taxa básica de juros da economia, a taxa Selic. O relatório mais recente, divulgado em 29 de janeiro, mostra a expectativa para a meta da taxa Selic de 6,75% neste ano, apenas ligeiramente abaixo dos 7% atuais.

O Banco Central também divulga as projeções dos participantes de mercado – que podem ser bancos, gestores, corretoras, consultorias, entre outros – que mais acertam. A mediana do Top 5 das melhores projeções feitas no médio prazo estima uma meta para a taxa Selic de 6,50% no final deste ano. Ou seja, pouca oscilação.

É importante notar também que os juros usados como cálculo para o preço nos títulos públicos não são exatamente o da taxa Selic, mas as expectativas de mercado para cada um deles, que podem mudar conforme as datas de vencimento. Por exemplo, a projeção de juro para um título com vencimento em 2045 é diferente da projeção de outro título com vencimento em 2020. No entanto, a taxa Selic é a taxa básica de juros do mercado, e pode oferecer uma visão geral de como o mercado está olhando para o comportamento dos juros.

Entre os ativos disponíveis para venda no Tesouro Direto, somente o Tesouro Selic não acompanha essa movimentação mais forte nos preços, uma vez que seus rendimentos são totalmente atrelados à taxa Selic, cuja meta é definida pelo Banco Central a cada um mês e meio, aproximadamente.

Os contratos futuros do DI negociados na B3 também oferecem uma visão quanto ao que o mercado aposta que os juros se comportarão neste ano. O contrato com vencimento em dezembro deste ano, ainda com poucas operações, está sendo negociado a 6,76%, segundo o Boletim Diário do dia 31 de janeiro, próximo às projeções apontadas no relatório Focus.

Fortes ganhos em 2017

O ano de 2017 é interessante para observar como o comportamento dos juros pode influenciar nos investimentos. O Brasil iniciou o ano com uma taxa Selic de 13,75% ao ano, mas os cortes gradativos do Banco Central levaram a taxa para 7% em dezembro. Esse ciclo de corte se refletiu nos preços dos títulos públicos. O Tesouro Prefixado com vencimento em 2023, por exemplo, encerrou o ano com ganhos de 19,13% no caso de venda antecipada.

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