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Produção de alimentos em alta mantém inflação abaixo do piso da meta

Entre novembro e dezembro de 2017, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,44%, encerrando o ano com 2,95%, o menor patamar registrado desde 1998, quando o índice foi de 1,65%

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(Tânia Rêgo/ABr)

Os dados foram divulgados hoje (10), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Supersafra garante preços controlados para os consumidores brasileiros em 2017

Apesar da leve variação no último levantamento, o instituto destaca que o resultado do IPCA é favorável, já que ficou abaixo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para o país, que era de 4,5%.

Segundo o IBGE, dos nove grupos que compõem o índice, Alimentação e Bebidas (cerca de 25% das despesas das famílias) foi o que mais contribuiu para conter o IPCA, com uma queda acumulada de 1,87% no ano. O resultado decorreu, em grande medida, da baixa de 4,85% no preço dos alimentos consumidos em casa, com destaque para as frutas (-16,52%), que tiveram o maior impacto negativo (-0,19 p.p.) no índice geral de 2017.

De acordo com o gerente do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, Fernando Gonçalves, a deflação dos alimentos foi consequência da produção agrícola, que teve uma safra cerca de 30% superior a 2016.

“Essa situação levou o consumidor a pagar mais barato (-1,87%) do que no ano anterior. É a primeira vez que o grupo apresenta deflação desde a implementação do Plano Real”, diz, em nota, Gonçalves.

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