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Aprovação da reforma da Previdência não irá reverter corte de rating do Brasil, diz S&P

"Mesmo no melhor cenário, a reforma da Previdência não melhora muito a situação fiscal no curto prazo", disse a diretora-gerente para ratings da S&P

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(Charles Platiau/Reuters)

SÃO PAULO - Apesar de creditar o corte de rating do Brasil à demora na aprovação das reformas, a agência de risco Standard & Poor's disse que nem a aprovação da reforma da Previdência ainda este ano vai reverter o corte realizado ontem. A informação foi dada por Lisa Schineller, diretora-gerente para ratings soberanos da S&P, em teleconferência realizada nesta sexa-feira (12).

"Mesmo no melhor cenário, a reforma da Previdência não melhora muito a situação fiscal no curto prazo", explicou ela. A diretora reforçou o que estava no relatório da véspera, dizendo que o governo de Michel Temer conseguiu fazer muitos avanços na economia, mas destacou que o progresso não foi rápido o bastante para conter a deterioração fiscal.

Lisa também falou sobre a questão da "regra de ouro", que ganhou destaque nos últimos dias com a tentativa do governo de mudar a regra. Segundo ela, existe uma incapacidade do governo em atacar restrições no orçamento da União.

Do lado positivo, a diretora citou o combate à corrupção no Brasil, o ganho de credibilidade do Banco Central com o mercado financeiro e os avanços no setor externo. Lisa disse que a economia tem se estabilizado, mas que não devemos ver uma reação tão rápida quanto foi a recessão nos últimos anos.

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