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Psicólogo explica 5 motivos para gastar dinheiro com experiência e não com coisas

Estudo compara gastos materiais com gastos imateriais e descobre que, de fato, a segunda categoria é mais valiosa

SÃO PAULO – Já é senso comum que é preciso gastar o salário recebido de maneira sábia, para não ficar sem dinheiro ou infeliz. Um novo estudo, entretanto, mostrou que a maneira mais sábia de gastar suas economias não é com coisas palpáveis, e sim com experiências.

A pesquisa de 20 anos de duração foi conduzida pelo doutor em psicologia Thomas Gilovich, professor da Cornell University, e concluiu que, ao gastar com objetos, as pessoas se tornam acostumadas a ter coisas novas, e a cansar delas facilmente; a aumentar as expectativas constantemente, gastando ainda mais na próxima compra e a criar comparações que são prejudiciais às relações humanas.

Publicada em agosto de 2014, o estudo fala sobre algumas descobertas que fazem com que os gastos em experiências sejam mais importantes e satisfatórios. Veja algumas delas:

1. As experiências se tornam parte da identidade das pessoas

As pesquisas descobriram que o acúmulo de experiências passadas na vida é o que cria a personalidade de um ser humano. Para o especialista, por mais que você goste de um bem material, ele seguirá separado de você.

2. Em experiências, as comparações não importam

Gastar com momentos importantes em detrimento de bens materiais faz com que a competitividade seja diluída.

Um estudo de Harvard mostrou que as pessoas preferem salários que sejam baixos, mas maiores do que os de seus colegas, a salários altos que sejam menores do que os dos colegas. Quanto às férias, elas preferiam tirar um tempo longo, mesmo que fosse menor do que a dos colegas.

3. Ansiedade boa

A espera por uma viagem traz um sentimento de ânimo, enquanto a espera por um produto causa raiva.

4. Fugacidade é positivo

A durabilidade dos bens materiais pode ser um problema: uma vez que você gasta com algo que não era exatamente o que você queria, constantemente verá o objeto, lembrando-se da decisão errada. O mesmo ocorre com o remorso por gastar mais do que deveria. A fugacidade valoriza as experiências.

5. Desconexão com o preço

Dizer que uma coisa não tem preço é associado a algo de valor imensurável: caso das experiências. A desconexão de uma experiência com o valor que ela tem aumenta o aproveitamento das mesmas.

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(Krisztian Bocsi)

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