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YouTube está contratando 10.000 pessoas para resolver seu maior problema

Robôs não são plenamente capazes de solucionar a questão dos vídeos ofensivos

SÃO PAULO – Após boicotes de diversos anunciantes e grande polêmica no início deste ano, o YouTube decidiu contratar 10.000 pessoas para resolver seu problema com conteúdo ofensivo. Aparentemente, a empresa percebeu que a análise feita por robôs não estava dando conta do recado.

Além dos vídeos com teor terrorista ou de ódio, que geraram o boicote das anunciantes, a plataforma de vídeo também sofre problemas com comentários inapropriados e até criminosos. No mês passado, reportagens revelaram comentários com teor de pedofilia em diversos vídeos com crianças, por exemplo.

Em publicações oficiais em blog, a CEO do YouTube Susan Wojcicki admitiu que a empresa “precisa de um enfoque que realize um trabalho melhor ao determinar quais canais e vídeos podem conter publicidade”. Os novos funcionários devem ser contratados no próximo ano exclusivamente para fazer essa curadoria.

Facebook

Em caso semelhante de agosto do ano passado, o Facebook teve de admitir que, sozinho, seu algoritmo não dava conta de realizar um trabalho completo de curadoria para a ferramenta Trending, que reúne notícias relevantes. Na época, os robôs que realizavam o trabalho acabaram publicando conteúdo falso e ofensivo – como o vídeo de um homem se masturbando com um lanche do McDonald’s.

YouTube
(dennizn / Shutterstock.com)

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