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As 3 ações que abriram oportunidade de compra após o pior pregão desde o Joesley Day

O estopim para o pânico nos mercados foi a preocupação dos investidores com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed 

SÃO PAULO - O Ibovespa viveu seu pior pregão desde o Joesley Day na segunda-feira (5) influenciado pelo pessimismo generalizado nas bolsas ao redor do mundo e despencou 2,5%. O estopim para o pânico nos mercados foi a preocupação dos investidores com o ritmo de retirada de estímulos por parte do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

Com os dados mais fortes que o esperado vindo do mercado de trabalho dos Estados Unidos os investidores aumentaram sua perspectiva de elevação de juros por lá. Na manhã desta terça-feira (6), os contratos futuros do Fed funds indicavam possibilidade de 26% de que o Fed eleve juros três vezes ao longo de 2018, ante 35,5% na sexta-feira, segundo dados do CME Group.

Mas como ficam os negócios na bolsa brasileira em meio ao caos? O estrategista-chefe da XP Investimentos, Celson Plácido, adiantou em análise transmitida no "InfoMoney na Bolsa - edição de abertura", o momento é de “caiu, comprou”, enfatizando que qualquer recuo neste momento abre oportunidade de compra de ações na Bolsa brasileira. 

 

"Esse pânico é momentâneo, não é uma coisa que vai durar. É obvio que é um motivo de preocupação essas quedas, que batem em todos os mercados. Mas a Bolsa brasileira de se descolou, a queda foi bem maior lá fora do que aqui, nossa valorização começou mais tarde do que nos Estados Unidos, então cai menos", conta Plácido.  

Roberto Indech, analista-chefe da Rico Investimentos, também acredita que o pessimismo não veio para ficar e conta suas três ações favoritas para comprar no cenário atual: Lojas Americanas (LAME4), Petrobras (PETR4) e Eletrobras (ELET6). 

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"O papel de Lojas Americanas não subiu no rali de dezembro e janeiro. Quem subiu foi muito mais Petrobras e bancos, muitas ações do setor de varejo ficaram para trás e Lojas Americanas foi uma delas. O balanço da empresa deve sair no início de março e é provável que venha positivo", explica Indech.

Sobre os papéis de Eletrobras, o analista destaca a possibilidade de privatização da empresa. "A reforma da Previdência não sai esse ano então o governo vai bater muito mais nessa tecla da privatização de Eletrobras", avalia. 

Para Petrobras, a volatilidade esperado para o ano eleitoral e a nova rota da estatal em sua administração, levando em consideração também a nova metodologia de reajustes, deve beneficiar as ações, segundo Indech.

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