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“Eleições deixam investidor estrangeiro arisco”, diz gestor

No programa "Upside" desta terça (12), Marcos Paolozzi, da Sempre em Frente, afirma que a alta da taxa de juros americana, combinada à instabilidade política brasileira, afugenta investidores estrangeiros.

Shin Lai
(Reprodução/InfoMoneyTV)

A alta da taxa de juros americana tem fortalecido o dólar, e, como consequência, a retraído os investimentos estrangeiros nos mercados emergentes — incluindo o Brasil.

Essa é a opinião de Marcos Paolozzi, da Sempre em Frente. O gestor, que tem mais de 30 anos de experiência, foi o convidado de Shin Lai, estrategista da Upside Investor, no programa “Upside” de terça-feira (12).

Para o gestor, países que estão lidando com questões mais delicadas internamente — caso de Brasil e Turquia — sofrem mais as consequências. “A China e a Índia estão se mantendo bem nessa situação de turbulência”, afirmou. Sobre o Brasil, o gestor explica que a queda na taxa básica de juros, que atingiu patamares mínimos históricos, contribuiu para afugentar o capital estrangeiro.

“Isso deu uma estimulada boa na economia, mas o mercado acabou não comprando um nível de juros tão baixo”, analisa. “A exposição a países emergentes, como o Brasil, ficou menos interessante.”

Outro fator que deixa os investidores internacionais “ariscos”, na visão de Paolozzi, é o cenário político de instabilidade e pouca previsibilidade, dada a incerteza gerada pelas próximas eleições. “Eles gostam de situações claras, principalmente no que diz respeito aos fundamentos de crescimento da economia”, diz. “A primeira coisa que um investidor estrangeiro olha é a estabilidade de regras”, prosseguiu o especialista, acrescentando que existe uma preferência por políticas favoráveis ao mercado.

Assista aqui ao programa “Upside” com o convidado Marcos Paolozzi.

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