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Veja o quanto você deixa de ganhar ao investir na poupança por 10 anos

André Albo fez cálculos para investimentos de R$ 100, R$ 250 e R$ 500

Investir é, sem dúvida, o melhor caminho para conseguir juntar uma boa quantidade de dinheiro para realizar diversos sonhos de curto e longo prazo. No entanto, qual é a diferença entre escolher um bom e um mau investimento? O InfoMoney conversou com o planejador financeiro e sócio fundador da Alta Vista Investimentos André Albo, que mostrou a diferença de investimento nos últimos dez anos.

Nos últimos dez anos, de acordo com dados do especialista, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 74,18%, contra uma lata de 103,37% da poupança e de 192,32% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

No entanto, o que isso significa na prática? Albo fez os cálculos mostrando a diferença em várias faixas de investimento e expondo assim quanto o investidor deixa de render por escolher a poupança e não um bom investimento em renda fixa, que conta com a mesma proteção e segurança.

Levando em conta uma rentabilidade de 100% do CDI, que é bastante conservadora e pode ser superada, de acordo com o planejador, quem faz investimentos mensais de R$ 500 na poupança, conseguiu acumular R$ 87.114,97 em dez anos, contra R$ 91.030,25 na renda fixa, que não é isenta de imposto de renda, totalizando uma diferença de R$ 3.915,28. Levando em conta o investimento em produtos isentos de renda fixa, como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), que estão disponíveis no mercado há menos tempo, esse montante total iria para R$ 107.094,42, aumentando ainda mais a diferença.

Já um investidor que aplica R$ 250 por mês na poupança, conseguiu uma quantidade de R$ 43.557,49 nos últimos dez anos, contra R$ 45.515,13 da renda fixa. Mesmo em cenários de menor quantidade de investimento, com apenas R$ 100 por mês, a vantagem ainda é da renda fixa: R$ 17.422,99 da caderneta contra R$ 18.206,05 da renda fixa.

“É importante ressaltar também que existem produtos isentos de IR, como por exemplo as LCIs, LCAs ou debêntures de infra-estrutura, que podem contribuir com uma diferença ainda maior em relação à poupança em razão do não pagamento do imposto de renda.”, relata o especialista.

O planejador financeiro ainda destaca que a diferença entre a poupança, que atualmente rende cerca de 7% ao ano e a renda fixa, que está rendendo cerca de 13,5%. “A poupança sempre foi vista como uma aplicação segura e rentável, no entanto hoje pagando cerca de 7% ao ano não cobre sequer as perdas da inflação medida pelo IPCA”, aponta. Para ele, perder essa oportunidade atual significa perder muito dinheiro no médio e longo prazo.

Albo ainda recomenda que o investidor conheça mais dos produtos disponíveis, buscando uma alocação de carteira compatível com seu perfil e ganhando da inflação. O primeiro passo é buscar assessoria especializada, com bons profissionais que apresentem as melhores opções do mercado.